sábado, 26 de novembro de 2011

Tornado-me

Embarcara-se o tornado
em uma rajada de vento
que passou em minha vida
tão rápido, ah, tão intenso.

O que era? Já não é...
Ou nunca foi – não sei.

Contorceu-me a vida
me comprimindo à parede,
nesta cama infinita,
tua falta em meu presente.

O que é? Já não foi...
Ou não era: nunca sei.

Ah, bela cobra imaculada
confortou-se em meu peito,
deu-me tudo, deixou nada,
hoje rogo teu veneno.


- 15 de Abril de 2011.

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