sábado, 26 de novembro de 2011

No Ônibus

Sento em um banco vago
e divago sobre a vida,
sem futuro ou passado
submerso à fantasia.

Meus olhos seguem a avenida
e freiam sempre com os carros;
os passageiros a deriva
se avultam ao meu lado...

             (!!!)

Eis que me chega de surpresa
a fragrância, o doce perfume
que deforma meu sorriso
num golpe sinestésico...

             Ah...

Saudade tem um nome, um rosto
um jeito tão peculiar de sorrir...
O que posso eu senão regredir
às alegrias de antanho?

Saudade tem um nome, um gosto
que nasce amargo na garganta
e morre quente no estômago...

Desvio o pensamento.


- 15 de Abril de 2011.

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