Impassiva-me a alma
este crasso escudo.
Me refuto à causa:
há Deus ao mundo.
Troca-se o olhar,
jamais o coração.
Há pedras, não mar,
jaz-me dura a razão.
Adormece em meu silêncio,
em bruta concha – o desejo.
A cela vela: o velho medo.
Anoitece o esquecimento
sem platéia, o meu segredo
quase deixa de existir.
- 15 de Abril de 2011.
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